29 de março de 2014

Sobre reconhecer

.
Às vezes, precisamos admitir que as coisas mudam. O que era válido ou suficiente no passado, o que era rotina, já não é mais. O mundo está em constante transformação (e a gente também). Sim, é bom manter o porto seguro, mas também o é cair no mar. É preciso aceitar de algum modo as mudanças e encará-las de frente.

Algumas coisas devem ficar para trás. Por mais que tenham sido legais, já não faz sentido repeti-las. Porque, na verdade, algumas coisas não se repetem. É preciso saber se despedir.

11 de março de 2014

Um verão diferente

.
Não há como ter o controle de tudo. Muitas vezes, aquilo que gostamos se transforma, muda, se difere. No entanto, se tivermos uma boa cabeça, a lembrança de tudo já é o suficiente. E na nossa memória, de certo modo, nada nunca termina.

Nem todos têm o verão que deseja, mas é sempre bom relativizar e ser grato pelas coisas boas que ficam. No fundo, tudo é uma questão de como você encara as coisas, de saber lidar com elas. O eterno é só uma ideia  e a gente decide se quer ou não ficar com ela.

7 de março de 2014

Um remédio bem amargo

.
A gente não consegue ser bom em tudo que faz. Às vezes, desejamos muito uma coisa, temos um sonho, mas ele simplesmente não acontece. De todo modo, não é por isso que ele deixa de ser importante. São os sonhos de criança que fazem os adultos que somos rirem. São as recordações daquela fase da vida, quando éramos inocentes na medida certa, que fazem a gente querer ser uma pessoa melhor.

O que acontece é que a gente cresce e com isso vem uma série de mudanças. As estações se alteram independente da nossa vontade, o que nos obriga, muitas vezes, a corrigir a rota e abandonar alguns caminhos. Isso é um remédio bem amargo, mas temos que tomá-lo.

6 de março de 2014

Teoria e prática

.
Todos têm um modo de pensar que é próprio de sua personalidade. E ela é influenciada pelo que vemos e ouvimos, pelo que nos foi passado, por nossos erros e acertos, dúvidas e certezas. Sartre falou sobre isso ao escrever que a existência precede a essência”.

Assim, a identidade é fruto de diversas vivências. E entender a enorme diferença de culturas, ideologias e maneiras de ser significa conviver bem com a diversidade. É um raciocínio lógico, mas sua prática parece sempre um exercício fora de moda.

5 de março de 2014

Ser bom em alguma coisa

.
Quando éramos pequenos, éramos bons em tudo (ao menos na nossa cabeça). E tudo estava próximo: o mundo não só parecia menor como era resolvido dentro de nosso círculo de amizades. Bastava estar bem na rua de casa ou na escola e tudo estava certo. 

Com o tempo, a gente percebe que não é bem assim. E que só nos resta entender; aprender, à força, que o mundo é gigante, que não se resume ao nosso bairro e a nossa vontade  e que faz parte não domá-lo como gostaríamos. De certo modo, o mundo vai ficando maior porque as pessoas vão se distanciando, indo atrás de novos sonhos em outros lugares. A gente tenta manter a esperança de ser bom em alguma coisa.