7 de junho de 2012

Efêmero

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Sentou para fumar um cigarro. Coçou a barba por fazer, fitando os carros apressados. Memorizava os trocados do bar, tirando 2,50 do jornal.

Entre um minuto e outro, procurou na memória uma boa moda de viola. O mundo girava e mordia, cheio de gente correndo atrás do seu. E ele ali, perto de se despedir.

Como se não tivesse medo. Como se entendesse que partir é necessário.