30 de janeiro de 2012

Trajeto

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Aos treze anos, costumava pegar galhos de árvore e presentear a menina de quem gostava. Puxava algum pelo caminho da escola e a entregava no intervalo das aulas.

É claro: não era o galho que importava, mas o gesto e seu significado. Não há nenhuma relevância nas coisas, a não ser pelo sentido atribuído a elas.

Com saudade, relembrou aqueles olhos grandes e redondos, e disse a si que faria tudo de novo. Por onde ela andava e o que havia feito da vida?

Abriu outra cerveja, a quinta ou sexta, e pregou os olhos nas bobagens da TV, realista de sua condição. Já não era o mesmo, mesmo que saísse agora e puxasse, da aroeira da frente, um de seus braços.

18 de janeiro de 2012

Na Sua

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for fear
she forgets what's around
and only thinks of her imaginary friend

something is really strong
the brain
has some powers

for convenience
she forgets to be free
and keep herself locked in her corner
with her imagination

(nov. / 2011)

3 de janeiro de 2012

2012

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Começa o ano no blog. A todos que aqui visitam, obrigado!
Ótimo 2012!