12 de fevereiro de 2013

Saída

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Ele se deita e reflete sobre a evolução da sociedade. Traz um livro de Engels nas mãos e na cabeça uma série de problemas sociais sem solução. Em toda a história, os homens tentaram resolver os mais diversos problemas — e, quando conseguiram, criaram outros.

É a leitura correta da evolução. Caminhar é a saída, e ele busca na história as razões por tudo ser o que hoje é.

E vai longe, sua mente permeia tempos de selvageria, em um momento da história em que homens viviam em copas de árvores para escapar de grandes feras da natureza. É quando percebe, comovido, que esta era a “saída” da época, que seus ancestrais também tinham um esconderijo — assim como ele tinha o seu quarto. 

Liga uma boa música e deixa o sono vir vagarosamente, entorpecendo seus sentidos.