6 de julho de 2012

O filho no Cangaço

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Ingênuo, decide dar vida ao sonho: fazer valer os acordes que aprendeu, sem os quais ainda é menos do que é. Sem coragem, porque isso não se compra, nem se herda — como um seguro de vida, duas boas anedotas , elabora outro plano. O mundo segue dando voltas, e ele, mais velho, mais gordo, mais só, busca o ar que a vida, sempre dura, não ofertou.

“Bem vindo ao mundo adulto”, morrerão dizendo-lhe, e ele, sem nada entender, alimentará o sonho até os cabelos caírem, o que não tardará. Por fim, assim como o pai, irá se decompor em público.